Como avaliar a eficiência dos meios de comunicação escolar?

Comunicação Escolar

Tão importante quanto a qualidade do ensino, para o desenvolvimento do aluno, é a presença dos pais na vida escolar dos filhos. E para que as famílias se engajem e sejam mais participativas é preciso aprimorar a comunicação e buscar os meios mais eficientes.

As instituições de ensino costumam dispor de diversos meios para realizar esse diálogo escolas-pais: desde os presenciais, como reuniões e encontros, bilhetes na agenda, comunicados impressos e telefonemas, chegando até os meios digitais, como portais, e-mails, redes sociais, aplicativos genéricos e aplicativos especializados em comunicação escolar.

Tendo em vista que a escolha do canal influencia diretamente na estratégia de comunicação a ser adotada pelos colégios, torna-se fundamental conhecer e refletir sobre quais são as características que tornam um canal de comunicação eficiente.

O que levar em consideração na hora de escolher?

Na escolha de qual canal adotar para se comunicar com pais e alunos, as escolas devem levar em consideração diferentes aspectos. Dentre eles o alcance, a adequação ao público, a qualidade e relevância, os recursos, a segurança e a privacidade, além das facilidades no gerenciamento do fluxo da comunicação que vêm dos pais para a escola. A seguir, vamos detalhar como cada um desses aspectos influência para uma melhor comunicação.

Segurança e a privacidade

Com a popularização de aplicativos de comunicação genéricos e das redes sociais, como o WhatsApp e o Facebook, algumas escolas passaram a adotá-los como canal oficial de comunicação. E por mais que essas ferramentas tenham suas vantagens, é importante que a escola reflita do ponto de vista da privacidade: Até que ponto a natureza da interação permitida por esses meios é adequada para a comunicação no ambiente escolar?

“O uso de aplicativos genéricos de comunicação, assim como o uso de redes sociais, embora viabilizem o contato rápido entre estudantes e docentes, devem ser usados com cautela a fim de evitar que haja conflito entre interesses pessoais e acadêmicos”, alerta a advogada, especialista em direito digital e fundadora do Instituto Istart de Ética Digital, Patrícia Peck Pinheiro.

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Segundo a especialista, a escola precisa definir regras de convivência e de comportamento digitais entre sua equipe, professores, pais e alunos, a partir de perguntas como: pode um professor aceitar um aluno como amigo em sua rede social, por ser pessoal? É correto o funcionário usar seu telefone pessoal para enviar comunicados, via WhatsApp, para pais e alunos? Para Patrícia, questões como essas devem ser debatidas com todos os agentes envolvidos no processo comunicacional de forma que sejam avaliados os riscos e possíveis prejuízos pedagógicos que o uso de meios informais pode trazer à relação família-escola.

Em suma, tanto pelo conflito de interesses, como pela falta de credibilidade das informações, esses meios podem alimentar boatos ou até mesmo criar situações mais sérias a partir da veiculação de mensagens e imagens indiscriminadas , que podem levar a instituição de ensino a enfrentar processos judiciais, como o cyberbullying, por exemplo. Esse era um dos desafios que o colégio See-Saw Panamby enfrentava, conforme pontua o diretor Cézar Pazinatto. “Um dos grandes problemas da escola eram os tais grupos de mães no WhatsApp. A gente trouxe um aplicativo oficial, que funciona de forma muito semelhante, isso trouxe seriedade para a comunicação”, conta.

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Alcance

“Por que eu não fui avisado?”

Em maior ou menor grau, cada um dos múltiplos canais que a escola pode utilizar na comunicação apresenta riscos quanto ao alcance e ao engajamento das famílias. Por isso, um dos pontos de partida da escolha de um meio para se comunicar com os pais perpassa pela abrangência do que é comunicado. Afinal, mais importante que emitir uma mensagem é assegurar que ela seja realmente entregue às famílias.

No caso do envio de bilhetes, o comunicado fica sujeito às diversas intempéries, que vão desde o esquecimento involuntário do aluno, que o coloca no fundo da mochila ou dentro de um caderno, por exemplo. Até mesmo um extravio proposital pelo receio de entregar as circulares aos responsáveis, especialmente quando o assunto se refere às notas ou ao comportamento.

Muitas vezes as escolas entram em conflito com pais e alunos, quando existe a alegação de não terem tido conhecimento de uma determinada mensagem vinda do colégio. Neste caso, o que mais angustia os educadores é que, normalmente, não faltam esforço e empenho para que esses aborrecimentos sejam evitados.

A dificuldade no alcance, entretanto, não se resume apenas aos meios analógicos. A diretora do Colégio Stagium, Caroline da Costa Pereira, relata que, antes de apostarem em um aplicativo especializado, o Colégio passou por vários problemas de comunicação, que perduraram por quase 10 anos, período no qual usaram e-mail como o principal canal. “No e-mail, você também não consegue garantir que o pai recebeu a comunicação. Ou então, você cria uma certa incógnita porque o pai fala ‘não recebi’, mesmo que a gente tenha confirmação de envio. Assim, fica difícil saber se ele pode ter deletado e você acaba não tendo como comprovar que aquele e-mail estava lá, ou seja, que aquela comunicação foi realmente enviada para ele”, narra.

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Adequação ao público

Outro aspecto a ser analisado é a escolha do canal de acordo com as diferentes características de cada etapa da vida escolar. No ensino infantil e fundamental, quando há grande fluxo de comunicados diários, a comunicação exige canais que sejam acessíveis aos pais e responsáveis. Neste caso, as agendas escolares, guardadas algumas ressalvas, e os aplicativos especializados podem atender à altura.

A agenda física, por exemplo, tem sua eficiência extremamente comprometida quando se trata da comunicação do ensino médio.“A gente percebia que ao tentar se comunicar, nós não estávamos sendo muito assertivos, principalmente com os adolescentes. No caso dos bilhetes, eles sonegavam aquela informação e não faziam chegar nas mãos dos pais”, relata Viviane Gonçales Passarini, diretora da Escola Xingu, de São Paulo.

A solução para o Colégio Xingu foi a agenda escolar digital, ClassApp, que garante que o comunicado enviado seja de fato entregue ao responsável e ainda permite saber quais já visualizaram as mensagens enviadas.

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Recursos

A otimização dos recursos que cada meio dispõe é outra perspectiva a ser analisada criteriosamente na escolha do canal de comunicação. É essencial que a ferramenta escolhida esteja de acordo com as necessidades da escola.

Alguns recursos são básicos para garantia da comunicação como o envio de mensagens, já outros são os que auxiliam a escola a encantar os responsáveis, como o envio de fotos. 

No caso das fotos, você já pensou o quanto uma imagem pode ser útil no caso de tranquilizar uma mãe no período de adaptação de seu filho no colégio?  Bem como em excursões, saídas pedagógicas, eventos e aulas extracurriculares? Tanya Domingues Oliveira, professora do Colégio Notre Dame, de Campinas - SP, conta: “Toda aula de robótica, nós tiramos fotos dos alunos, das construções, do desenvolvimento da aula, do trabalho em equipe e enviamos diretamente para os pais por meio do aplicativo especializado que nossa escola usa. E eles adoram!”, conta.

Gerenciamento do fluxo da comunicação dos pais com a escola

Quando os pais ou os alunos precisam se comunicar com a escola, será que eles são atendidos e assistidos com eficiência? Assim como as escolas são desafiadas na tentativa de estabelecerem um diálogo com as famílias, o mesmo acontece na outra ponta desse processo de comunicação. 

Muitos estudantes e pais relatam não terem clareza sobre quais são os canais oferecidos pela escola para se comunicar. Na maioria das vezes isso acontece, pois o canal oficial de comunicação não está claro ou não é de fácil acesso aos clientes.

“A partir do momento que a gente abre um canal de comunicação direto dos pais com a coordenação, por exemplo, a gente passa a ter mais pais participativos na rotina escolar. Desde que adotamos o aplicativo ClassApp, a gente tem um perfil de pais bem mais participativos do que a gente tinha antes, pois eles passaram a acompanhar mais a vida escolar do aluno, e se ele tem uma dúvida ele se comunica com a coordenação”, conta Caroline da Costa Pereira, do Colégio Stagium.


Essas são as principais características a serem analisadas na hora de escolher um canal de comunicação eficiente para a escola.



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