Histórias (inspiradoras) da Classapp: Nós trabalhamos pela educação!

Histórias da ClassApp

Lucas dos Santos Ramos, de 23 anos, e Allan Santos, 25 anos, são primos e formados em Engenharia de Computação. Os dois trabalham na ClassApp como desenvolvedores de software. 

Em 2019, Lucas foi contactado pelo empresário Adriano Almeida Rodrigues, dono da TabMedia, uma plataforma de treinamento e marketing para a indústria farmacêutica e criador do projeto sem fins lucrativos Categoria de Base. O Base tem como objetivo capacitar jovens em situação de vulnerabilidade na área de tecnologia. 

A ideia do projeto do Adriano era usar o conhecimento de pessoas como o Lucas para ajudar crianças, adolescentes e outros jovens a se afastarem de situações de risco comuns no dia a dia de bairros de baixa renda e ao mesmo tempo ajudá-los a se preparar para o mercado de trabalho.

Lucas aceitou o desafio e em 2019 começou a dar aulas de programação no Jardim São Marcos, um bairro densamente ocupado e muito carente de espaços de socialização e lazer. As aulas aconteciam na Associação Beneficente Direito de Ser, que desenvolve e implanta, desde 1996, programas sócio-educativos com estudantes de 6 a 24 anos. A ONG atende cerca de 500 pessoas todos os dias.

“As aulas de programação começaram com uma turma com menos de 10 pessoas e foram crescendo com a ajuda de empresas e doações de pessoas físicas para melhorar as condições do laboratório da ONG, consertando computadores e garantindo acesso a internet. A ONG chegou a ter três turmas de programação antes da pandemia”, conta Lucas.

Mas como funcionam essas aulas de programação?

Lucas explica que eles começam as aulas apresentando conceitos de programação por meio de slides. Depois, partem para alguma atividade prática comum escrevendo um código. E por último, cada aluno desenvolve individualmente seu projeto. Alguns exemplos? Desenvolver um site de apresentação pessoal ou criar uma rede social simplificada.

“O começo foi muito desafiador porque muitos daqueles jovens não estavam acostumados ao uso de computadores. Fora isso não existia somente o desafio de ensinar programação, era preciso romper o pensamento limitador daqueles alunos que achavam que nunca seriam capazes de aprender programação, entrar no mercado de trabalho e ainda serem pagos por um trabalho do qual gostavam e se orgulhavam. Foi uma das melhores experiências que eu tive na vida”. 

Quando Lucas saiu, por falta de tempo para conciliar o trabalho, a faculdade e o trabalho na ONG, foi seu primo Allan e colega na ClassApp quem assumiu seu lugar como professor. 

A implementação do projeto já tinha sido feita, mas surgiu o desafio gigante de dar aulas on-line por causa da pandemia. “Muitos alunos não tinham estrutura em casa para seguir estudando, faltava também aquele contato presencial para lidar melhor com o ritmo de cada um. Ficou tudo ainda mais difícil. Nós acabamos perdendo alguns daqueles jovens, mas também abrimos possibilidades para novos alunos,” conta Allan.

O projeto final e o começo de uma nova vida

Allan e Lucas não se cansam de falar sobre a empolgação dos alunos que conseguiram manter a chama acesa para estudar programação, apesar de tantas adversidades em suas vidas. 

“Os alunos ficam muito empolgados de criarem algo real e do zero. É muito gratificante ver eles trabalhando fora do período das aulas e me ligando no meio da noite para tirar dúvidas”, diz Allan. 

No final de cada curso, os alunos apresentam seus projetos para representantes da ONG e empresas parceiras. 

“O primeiro curso lá em 2019 já foi um sucesso. No dia da primeira entrega, os alunos deram um show e muitas empresas gostaram tanto do resultado que surgiram várias iniciativas para ajudá-los com oficinas de preparação para o mercado de trabalho, ensinando-os a escrever currículos, fazer entrevista, etc. Tive o prazer de levá-los a uma grande empresa para eles verem como funcionava e vi o brilho nos olhos deles. Aquele momento fez tudo ficar mais palpável, mais possível para eles.”, contou Lucas Ramos

Allan e Lucas contam que depois dos cursos, vários alunos começaram a fazer cursos técnicos, faculdade de Engenharia e os que mais se destacaram foram contratados por empresas. 

“Eu sempre achei muito gratificante ser professor, você aprender e passar esse conhecimento adiante e causar impacto na vida dos alunos,” diz Allan. E Lucas complementa: 

“Eu me senti extremamente privilegiado por ser o primeiro professor do projeto, apesar de todas as dificuldades. Quando eu saí ficou uma sensação de gratidão por tudo o que eu consegui aprender com aqueles alunos e tudo o que eu consegui ensinar. Espero poder dar muito mais aulas no futuro porque com certeza eu aprendi muito mais do que eu consegui ensinar. Educação é capaz de mudar a vida de qualquer pessoa”, conclui Lucas.

Leia também