Aluna assistindo professora dando aula no ensino remoto, híbrido

Como trabalhar a recuperação da aprendizagem na sua escola

Comunicação Escolar
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Desde o início da pandemia e o fechamento das escolas, muitas pesquisas e estudiosos do setor da educação já apontavam para o déficit de aprendizagem que a situação iria gerar aos alunos. Após dois anos, com a retomada do ensino presencial, os dados mostram que a previsão acertou e atualmente o foco das escolas brasileiras passou a ser a recuperação da aprendizagem dos estudantes.

No final de 2021, um estudo global feito em parceria pela Unicef, Unesco e Banco Mundial apontou que a atual geração de estudantes corre o risco de perder cerca de US$ 17 trilhões em ganhos durante a vida por conta da pandemia. 

"Para reduzir as cicatrizes desta geração, devemos reabrir as escolas e mantê-las abertas, buscar ativamente as crianças fora da escola e reintegrá-las à escola e acelerar a recuperação da aprendizagem", disse o diretor global de Educação do Unicef, Robert Jenkins.

Em São Paulo, por exemplo, os alunos da rede estadual de ensino tiveram em 2021 o pior desempenho em matemática dos últimos onze anos. Na avaliação do governo estadual, o ensino remoto é uma das explicações para o baixo rendimento dos alunos.

Segundo o estudo da Unicef, Unesco e Banco Mundial, para construir sistemas de educação mais resilientes a longo prazo, os países devem considerar:

  • 📚 Investir em um ambiente propício para desbloquear o potencial de oportunidades de aprendizagem digital para todos os estudantes;
  • 💡 Reforçar o papel de pais, famílias e comunidades na aprendizagem das crianças;
  • 📝 Garantir que os professores tenham apoio e acesso a oportunidades de desenvolvimento profissional de alta qualidade;
  • 💰 Aumentar a participação da educação na alocação do orçamento nacional de pacotes de estímulo.

Avaliação diagnóstica para desenvolver plano de recuperação

De acordo com o estudo da Unicef, é preciso que os países desenvolvam programas que abranjam três linhas principais de ação para recuperar o aprendizado: consolidação do currículo, extensão do tempo de instrução e melhoria da eficiência da aprendizagem.

Para recuperar a aprendizagem perdida durante o período de fechamento das escolas, é preciso que as instituições avaliem o conhecimento dos alunos por meio de avaliações diagnósticas e, em seguida, trabalhem em um currículo personalizado. Não é momento de presumir uma expectativa curricular, por isso a necessidade de avaliar os níveis de aprendizagem dos estudantes.

Plataforma desenvolvida pelo MEC para avaliações diagnósticas

Com o objetivo de ajudar as escolas, o MEC (Ministério da Educação) lançou em 2021 uma plataforma de avaliações diagnósticas e formativas com cadernos dos testes para o 1º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, devolutivas pedagógicas, recursos formativos e ferramentas que possibilitam a professores e gestores o acompanhamento personalizado das aprendizagens.

"Também requer apoio adicional aos professores para que estejam bem equipados para ensinar até o nível em que as crianças se encontram, o que é crucial para evitar o acúmulo de perdas", traz o estudo do Unicef.

Mais do que nunca, portanto, a gestão e coordenação precisam valorizar o trabalho dos professores e estimular a equipe para conseguir reter os profissionais que são competentes na escola.

Relação escola-família

Nesse momento de retomada do ensino presencial e da recuperação da aprendizagem dos alunos, uma relação próxima com as famílias se torna ainda mais essencial. Para Taís e Roberta Bento, do SOS Educação, o bom relacionamento entre escola-família é o único caminho para garantir que cada aluno se sinta acolhido.

Segundo Roberta, o laço com as famílias vai permitir que os estudantes, dentro das suas necessidades específicas, tenham os estímulos necessários para que consigam se motivar com os estudos.

"Apesar das dificuldades e das lacunas que ficaram, o aluno vai conseguir se perceber capaz e se dedicar o suficiente para que, junto com o professor, junto com a escola e com o acompanhamento da família, encontre o caminho para desenvolver o potencial máximo que está ali dentro dele, gritando para eclodir", avaliou a especialista.

Uma comunicação rápida e segura é fundamental para que a escola consiga estreitar os laços com a família. Sendo assim, apostar em uma ferramenta de comunicação especializada para a área educacional pode ser um diferencial para a escola nesse momento.

Engajamento dos alunos

Após dois anos de ensino mediado por telas, o retorno presencial dos alunos pode ser ainda mais desafiador para que eles permaneçam motivados dentro da sala de aula. Porém, o engajamento dos estudantes com a metodologia de ensino é essencial para o desenvolvimento.

Por outro lado, a pandemia acabou possibilitando a construção de novos saberes e de habilidades tanto para os alunos quanto para os professores. Essa transformação deve ser utilizada dentro de sala de aula para ajudar a mudar a educação e pode ajudar na recuperação da aprendizagem.

Mais do que nunca, o professor precisa compreender quem são seus alunos para poder oferecer um conteúdo que seja interessante para eles, focando não apenas na recuperação da aprendizagem, como também no desenvolvimento dessa criança ou adolescente como ser humano.

Aproveitar o aprendizado tecnológico adquirido durante o ensino remoto também é outra sugestão para que os estudantes se engajem com as aulas, trazendo o conteúdo de uma forma gamificada.

A escola precisa capacitar os professores a conseguirem desenvolver competências e habilidades dos alunos que dialoguem com o mundo atual. O foco também deve estar em fazer com que esse estudante consiga aplicar na prática o conteúdo que aprende dentro da escola.

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