Indisciplina na escola: o que fazer?

Comunicação Escolar

A indisciplina nada mais é do que um comportamento inesperado e inadequado e dentro do ambiente escolar, pode prejudicar o planejamento da aula preparada. Alunos que acabam adotando esse comportamento prejudicam a si e, muitas vezes, os colegas de sala, já que certas condutas podem acabar com a rotina estabelecida pelo professor e tirar o foco de todos.

No ambiente escolar, é preciso que haja limites e regras para reger o comportamento e convivência de todos que estão ali. A indisciplina pode se dar com alguém gerando confusão, sendo desobediente ou descumprindo os combinados.

E como lidar com essas situações? Quais as dicas para trabalhar com alunos indisciplinados? Para a psicóloga Nivea Tuller, do Colégio Objetivo de Maringá (PR), a escola e o professor devem olhar atentamente e cuidar dos alunos em seus diversos perfis. Assim, é possível estar próximos dos estudantes para saber de suas vidas fora da escola e poder encontrar um caminho para ajudá-los a lidar com as dificuldades.


Desempenho escolar afetado

A psicóloga do Colégio Objetivo aponta que alunos indisciplinados podem ter sérios comprometimentos. “Além da queda no rendimento escolar, os conflitos entre professor e demais alunos passam a ser constantes, desgastando as relações e levando a falta de interesse do aluno pelo conhecimento, podendo até chegar à evasão escolar”, lembra.

O aluno indisciplinado, em geral, tira o foco das aulas, levando para si a atenção. Com isso, além dele próprio ter menor aprendizado, outros colegas de sala podem passar a ter dificuldades para acompanhar as aulas.

“Esse aluno pode adquirir rótulos, bullying, desprezo dos colegas. Então além da falta de aquisição de conhecimento, ele pode também desenvolver alguns problemas emocionais causados pela rejeição social”, diz Nivea.

Um relacionamento próximo com as famílias é essencial para que o aluno tenha um melhor desempenho escolar. Clique aqui para ler o artigo com dicas de como aproximá-las.


O papel do professor

Além de prejudicar a ele mesmo, esses comportamentos também podem gerar problemas aos professores. Estressados, podem passar a ter dificuldades para lidar com os conflitos, ficando desmotivados e não desempenhando seu papel. 

“A palavra-chave para essa atitude é a empatia, pois todo comportamento tem uma explicação, podendo ser biológico, aprendido ou reflexo de uma situação”, ressalta Nivea.

A psicóloga ressalta que a busca pela causa da indisciplina deve ser feita pelos profissionais da psicologia. No entanto, o professor, em sala de aula, também pode auxiliar nesse processo. 

“Ele pode buscar entender as causas e consequências desse comportamento para lidar com a indisciplina e poder estabelecer estratégias pedagógicas que promovam o aprendizado de maneira subjetiva, sem, entretanto, deixar de estabelecer os limites”, sugere.


Para Nivea, a primeira atitude é se livrar de qualquer julgamento e enxergar o aluno em seu contexto, como a realidade da escola, a família, a forma como ele lida com suas emoções, dentre outros.

“A partir daí, o professor deve buscar uma relação e uma comunicação pautada no respeito, no amor e no carinho. Postura tal que influencia os demais colegas de sala, mantendo a harmonia do ambiente”, lembra.

A coordenação pedagógica pode auxiliar nessa questão, apoiando os combinados de cada professor, e assumindo a resolução do conflito quando houver falta de referência e isso gerar injustiças no meio escolar. “É importante que a coordenação sempre proporcione momentos de capacitação para os professores em como lidar em resolução de conflitos, os outros temas conforme a demanda. O trabalho em equipe sempre funciona muito bem, quando todos seguem na mesma postura e direção”, ressalta Nivea.

Estabelecendo regras

Um manual de direitos e deveres: é assim que a psicóloga do Colégio Objetivo de Maringá descreve a construção conjunta entre professor e alunos de combinados, acordos e contratos. 

Ao traçar as regras de convivência, é fundamental que o professor estimule a participação dos alunos envolvidos, pois isso tende a fazer com que eles entendam as normas que regem o espaço e as relações onde estão inseridos.

“Portanto, não adianta autoritarismo ou brigar, gritar, repreender enfrentando a indisciplina infantil. Essa postura pode agravar a situação levando a criança a se comportar de maneira ainda pior. A comunicação clara e direta é uma via de mão dupla, por isso o professor deve ter em mente que deve promover sempre a integração e interação dos alunos”, ressalta Nivea Tuller.

Com isso em mente, o professor consegue mudar o cenário de desrespeito por parte dos alunos quando estabelecer um vínculo, através de diálogos e olhar diferenciado. 

Outra sugestão de Nivea é que o professor adote estratégias para combater a indisciplina, usando algumas atividades lúdicas que ensinem bons hábitos, envolver os alunos em atividades descontraídas, ter parceria com a família sobre comportamentos observáveis em casa ou escola, identificar questões emocionais e encaminhar ao setor de psicologia da escola. 


Parceria entre a escola e os pais

A psicóloga Nivea Tuller diz que a relação entre pais e a escola é como um casamento, em que todos precisam andar lado a lado para proporcionar o crescimento e desenvolvimento dos filhos/alunos. Sendo assim, a parceria deve estar aberta ao diálogo, sem que nenhuma das partes opte por omitir informações.

“A escola está preparando o aluno para a vida, como cidadão, por isso deve ser enfatizada no âmbito familiar. E vice e versa: a escola deve respeitar cada família em sua singularidade. Quando isso acontece, o sucesso do aluno é certeiro, pois existe uma relação de confiança”, explica a profissional. 

A comunicação afinada e rápida, nesse cenário, é essencial para que essa relação de respeito se mantenha. No entanto, é preciso de uma ferramenta própria para isso.

O uso do WhatsApp para criar esse canal de comunicação nem sempre é adequado, uma vez que pode gerar burburinhos, além do fato de que a equipe da escola, na maioria das vezes, faz uso do seu número pessoal para se comunicar com as famílias, o que pode gerar situações desagradáveis como o recebimento de mensagens fora do horário de trabalho.

A falta de privacidade na comunicação entre escola-família também pode gerar prejuízos. Foi o que aconteceu com uma escola de Minas Gerais em que a simples referência a uma possível incidência de caspa em uma aluna, feita por uma professora no grupo de mães no WhatsApp, resultou em prejuízos financeiros no valor de R$ 10 mil. Entenda o caso, clique aqui.

Esse é um dos motivos pelos quais as instituições de ensino buscam o ClassApp, que é um aplicativo de comunicação especializado e que garante a privacidade das informações trocadas. Confira no vídeo como se sentem os gestores escolares que optaram por essa solução:


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