Como realizar uma comunicação não violenta na escola

Comunicação Escolar


Toda escola é por natureza um ambiente heterogêneo, uma união de diferentes pessoas, com diferentes vivências e expectativas. E é neste rico ecossistema que cada aluno busca o seu desenvolvimento e aprendizado. 

A responsabilidade em manter esse ambiente sempre foi uma tarefa um tanto quanto desafiadora. Sobretudo, quando há conflitos entre alunos e até mesmo com os responsáveis. E a reviravolta causada com a chegada da pandemia, acabou colocando o relacionamento escola-família à prova. Mais do que nunca, a escola precisou ser a protagonista da sua comunicação para que juntos pudessem garantir a continuidade da educação dos alunos.

Apesar de um novo ano letivo ter começado e da liberação, de alguns estados, para o retorno das aulas presenciais,  os desafios de como espelhar esse ambiente para o virtual continuam. O trabalho em conjunto, da escola com a família, precisa mais uma vez se fortalecer.

E a comunicação não violenta pode contribuir facilitando o diálogo, favorecendo o engajamento e ampliando a conexão e a união entre as pessoas, mesmo que a distância.

O que é a comunicação não violenta

O conceito de comunicação não violenta foi desenvolvido pelo psicólogo norte-americano Marshall B. Rosenberg com intuito de contribuir com os relacionamentos interpessoais e profissionais. Os pilares que guiam essa metodologia são:

4 pilares da comunicação não violenta (CNV)


E por onde começar? E quais atividades realizar?

O primeiro passo para desenvolver a comunicação não violenta na escola é torná-la consciente, ou seja, falar sobre ela e apresentar o conceito para a equipe, para os alunos e também para os responsáveis. Além disso, para que todos estejam engajados e comprometidos em colocá-la em prática, é essencial que os seus benefícios estejam claros.

Uma vez que todos estão cientes, é hora de incluir atividades que reforcem esses conceitos no cotidiano. Lenize Diniz Ganeo, professora no SESI de Santa Bárbara D'Oeste, indica rodas de conversa como uma atividade para desenvolver com os alunos. "Deve ser um espaço para ouvir o outro e expressar opiniões", complementa. 



Garotas estudando e tendo ideias juntas


Histórias em que CNV fizeram a diferença

Às vezes os alunos têm ideias mirabolantes e é papel dos professores, coordenadores e diretores orientá-los e estabelecer limites. Porém, seguindo os quatro pilares da CNV, é preciso se lembrar que toda ideia surge de uma necessidade.

Rose Greggo, professora na rede municipal de Santa Bárbara D'Oeste, conta que a comunicação não violenta é fundamental para o bom relacionamento com os alunos e se recorda de uma história inusitada.

Certo dia uma turma do ensino fundamental II decidiu que levaria o café da manhã para dentro da sala de aula. Quando a direção ficou sabendo, sua primeira reação foi julgar, que o objetivo da turma era matar tempo de aula. Porém, antes de tomar qualquer decisão, a direção decidiu ouvir o porquê da realização do café da manhã. E a resposta dos alunos foi que nem todos os colegas tinham tempo para se alimentar antes de ir para a escola, por isso eles passariam a chegar 10 minutos antes para realização do café coletivo. A partir disso, a direção autorizou a ação, desde que os alunos não perdessem tempo de aula. 

"O tempo foi passando e até o último ano do Ensino Médio naquela classe, tinha o café. Foi uma turma na qual todos se ajudavam, ficavam em período contrário para estudarem juntos, explicavam as matérias para os que tinham mais dificuldades, classe unânime na participação em atividades e eventos escolares e como esperado, conseguiram chegar ao final com ótimo aproveitamento," completa Rose.


Como traduzir essas ações para o ambiente digital?

Cada dia mais, percebemos que não são apenas as ferramentas tecnológicas que precisam de atualização. Mas, também a forma como interagimos com o mundo e com as pessoas. Já não podemos mais aceitar a violência como forma de solucionar nossos conflitos e diferenças.

Mas, como traduzir as práticas de comunicação não violenta para o ambiente digital?


1- Escolha um meio de comunicação que favoreça o diálogo

Imagine que você chama um responsável para conversar, sua intenção é aplicar as técnicas de comunicação não violenta, porém a todo momento a conversa é interrompida, seja com alguém batendo na porta ou com o telefone tocando. Você acredita que essa conversa vai alcançar o objetivo desejado?

Essas interrupções e distrações são muito difíceis de controlar no mundo digital, afinal nele é o usuário que escolhe para o que vai dar prioridade. Porém, existem algumas estratégias que favorecem o foco da atenção nos comunicados e diálogos com a escola

  • Recebimento das mensagens em um aplicativo dedicado apenas para a comunicação escolar
    Quando um responsável recebe uma notificação da ClassApp, ele sabe que é referente a vida escolar de seu filho, logo ele consegue priorizar a sua leitura. Diferentemente de quando ele vê uma notificação do WhatsApp, em que a mensagem pode ser do grupo da família, do grupo dos amigos ou da escola.

  • Garantia de estar conversando em um ambiente privado

Para que o responsável sinta-se à vontade para dialogar com a escola, é fundamental que ele saiba que essa conversa é segura e privada. Com um aplicativo de comunicação especializado isso é possível, sem a perda da celeridade da comunicação.


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Além disso, outra forma de aplicar a CNV na prática, por meios digitais é: 


2- Usar as ferramentas para dar voz aos responsáveis e alunos

Uma das prerrogativas da CNV é a construção de um mundo mais colaborativo, por meio da escuta e alinhamento das necessidades de todos e para isso é preciso reconhecer quais são elas. E funcionalidades, como as Enquetes do ClassApp, contribuem para essa troca.

Aproveite e pergunte mais, seja genuinamente curioso sobre o que o outro pensa e sente, que assim você estará colocando a CNV em prática.


Nós superamos, somos fortes juntos, equipe fantástica
Gif criado em homenagem ao trabalho realizado pelas equipes escolares em 2020



Como vimos, a comunicação não violenta é uma excelente ferramenta para facilitar o relacionamento entre as pessoas. Transferir essa prática não vai ser uma tarefa difícil para as escolas que contam com o apoio de uma boa ferramenta de comunicação.


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